A quantidade de apreensões no Conjunto de Favelas do Alemão e da Penha impressionou até mesmo os policiais mais experientes. Assim era a contabilidade do tráfico: com nome dos compradores, tipo da droga vendida, dívida de clientes, até mesmo a conta bancária de uma transportadora que prestava serviço para os traficantes. E muita droga. Tanto que até as autoridades ainda estão surpresas.
O superintendente da PF no Rio Grande do Norte, delegado Marcelo Mosele, informou que a “Operação Alegoria” foi deflagrada em 15 de janeiro e, desde então, vem se fazendo “um trabalho diuturno e sigiloso na identificação de possíveis suspeitos junto à rede hoteleira de Natal”, o que agora culminou na prisão de dois traficantes que traziam a droga do Mato Grosso, adquirida provavelmente do cartel da Bolívia.
Os verdadeiros chefes do narcotráfico no Rio de Janeiro são ligados à rede do crime organizado transnacional que movimenta no sistema bancário internacional cerca de 400 bilhões de dólares por ano. A situação que vemos no hoje no Rio, diz o jurista Wálter Maierovitch, reflete um quadro internacional, onde as polícias só conseguem apreender entre 3 e 5% das drogas ofertadas no mercado. "É preciso ter em mente essa dimensão global do crime organizado na hora de buscar soluções para enfrentar o problema em nossas cidades", defende.
Cerca de 300 policiais civis mantêm a ocupação no complexo do Alemão, zona norte do Rio, onde estaria escondido o traficante Eduíno Eustáquio de Araújo, o Dudu. Ele é acusado de liderar a tentativa de invasão à favela da Rocinha (zona sul) no último dia 9, dando início a uma guerra entre traficantes.
Cerca de 300 policiais civis mantêm a ocupação no complexo do Alemão, zona norte do Rio, onde estaria escondido o traficante Eduíno Eustáquio de Araújo, o Dudu. Ele é acusado de liderar a tentativa de invasão à favela da Rocinha (zona sul) no último dia 9, dando início a uma guerra entre traficantes.
